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Construção para Praça Gastronômica em Monsenhor Tabosa levanta críticas e questionamentos sobre falta de empreendimentos, falta de turismo e uso de recursos públicos

O prefeito Salomão anunciou nesta segunda-feira, 13/04, a liberação de recursos para a construção de uma Praça Gastronômica no município de Monsenhor Tabosa. O investimento será viabilizado por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Jeová Mota, em uma articulação entre o governo municipal e o mandato do parlamentar.

O projeto prevê a implantação do equipamento em frente à sede da Prefeitura, em uma área central da cidade. A proposta inclui a construção de quiosques padronizados destinados a comerciantes locais, além da instalação de mobiliário urbano, iluminação especial e paisagismo. O objetivo é criar um espaço estruturado para receber moradores e visitantes, oferecendo condições adequadas para convivência, lazer e atividades comerciais.

De acordo com o prefeito Salomão, a Praça Gastronômica terá função além da infraestrutura física, sendo pensada como um ponto de encontro para a população e um instrumento de incentivo à economia local. A gestão municipal considera que o equipamento poderá contribuir para a valorização de empreendedores do município e para a circulação de renda, com potencial de estimular novos negócios.

A iniciativa também reforça a parceria entre o município e o deputado Jeová Mota, que já destinou recursos para outras ações na cidade. A articulação política é apontada como um dos fatores que possibilitaram a viabilização do projeto, dentro de uma estratégia de captação de investimentos para o desenvolvimento urbano.

No entanto, o anúncio ocorre em um contexto marcado por críticas relacionadas a obras anteriores no município, como a situação da Praça 7 de Setembro. O espaço foi entregue parcialmente concluído, com estruturas consideradas inadequadas por usuários. Relatos apontam que quiosques foram entregues em condições precárias, exigindo que permissionários realizassem intervenções com recursos próprios para manutenção. Há ainda registros de problemas como ausência de portas em banheiros e equipamentos considerados sucateados.

Outro ponto mencionado envolve a existência de estruturas inacabadas no entorno da praça, incluindo uma construção vinculada à administração municipal que permanece em manutenção constante sem conclusão definitiva. Essas situações têm gerado questionamentos sobre a execução e acompanhamento de obras públicas no município.

Além disso, o comércio local enfrenta dificuldades, com perda gradual de consumidores para estabelecimentos de outras cidades. A falta de novos empreendimentos e de iniciativas voltadas ao fortalecimento econômico tem sido apontada como um dos fatores para a redução da atividade comercial. Há também percepção de baixa atratividade turística, com poucas ações voltadas à promoção do município como destino, o que limita a geração de fluxo externo de visitantes.

Nesse contexto, a implantação da Praça Gastronômica gera questionamentos por envolver recursos públicos enquanto problemas de obras anteriores permanecem sem solução. A situação levanta críticas sobre planejamento, execução e fiscalização, diante de falhas já registradas em outros equipamentos.

Assim, o projeto não é visto como perspectiva de melhora imediata, mas como mais um ponto de cobrança quanto ao uso do dinheiro público e à responsabilidade na entrega de obras completas e funcionais.

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