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Um adolescente de 18 anos ficou ferido após um acidente ocorrido na segunda-feira, 06/04, conforme relato de um familiar. Segundo as informações, a mãe do jovem acompanha o filho no município de Crateús e, devido ao estado emocional, solicitou que outro parente assumisse a responsabilidade de relatar o caso e buscar providências.
O jovem foi inicialmente socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Francisquinha Farias Leitão do municipio de Monsenhor Tabosa, onde deu entrada com traumatismo craniano e um ferimento considerado grave no pé. De acordo com o relato, durante o atendimento inicial, familiares não tiveram autorização para acompanhar o procedimento médico, incluindo a sutura na cabeça. Quando o acesso ao paciente foi permitido, ele já se encontrava na sala de estabilização, com os ferimentos cobertos, o que impossibilitou a avaliação da profundidade e da real situação das lesões.
No dia seguinte, na terça-feira, 07/04, durante a troca de curativo, a mãe do adolescente teve acesso ao ferimento no pé e constatou a gravidade da lesão. Conforme informado pelo médico que realizou o primeiro atendimento, o caso teria indicação de cirurgia plástica com necessidade de enxerto, devido à perda de tecido e à existência de dois cortes na região.
Posteriormente, o paciente foi transferido para o hospital de Crateús, onde foi avaliado por um médico ortopedista. Segundo o relato familiar, o profissional teria contestado o diagnóstico inicial, afirmando que o caso não exigia cirurgia plástica nem enxerto, mas sim um procedimento de sutura que deveria ter sido realizado ainda no primeiro atendimento “chamando os médicos de Monsenhor Tabosa de preguiçosos e de irresponsáveis”. No entanto, devido ao tempo decorrido entre o acidente e a nova avaliação, a sutura já não era mais possível, pois havia ultrapassado o período considerado adequado para esse tipo de procedimento.
Diante disso, o jovem permanecerá com o ferimento aberto no pé, o que aumenta o risco de infecção e prolonga o tempo de recuperação. Além disso, um segundo corte, localizado em uma área mais acima, também não foi suturado, apesar de, segundo o relato, ser menor e passível de fechamento no momento adequado.
Ainda conforme as informações, o adolescente também apresenta uma lesão em um dedo da mão que requer cirurgia com colocação de pino. No entanto, esse procedimento não poderá ser realizado no momento, devido à condição do ferimento no pé, que está inflamado e exposto. A realização da cirurgia na mão dependerá da cicatrização completa da lesão no pé, o que pode levar um período prolongado.
A família aponta que a demora no tratamento adequado no hospital de Monsenhor Tabosa resultou em agravamento do quadro clínico, prolongamento da internação e aumento do risco de complicações, incluindo infecção hospitalar. O paciente segue sob medicação, com acompanhamento médico, enquanto aguarda evolução do quadro para novos procedimentos.
O relato também menciona que, apesar de ter havido intervenção eficaz para conter uma hemorragia causada pelo rompimento de uma artéria na cabeça, considerada essencial para preservar a vida do jovem, houve falhas no manejo dos ferimentos no pé, que, segundo a família, poderiam ter sido resolvidos com procedimentos mais simples no momento inicial.
O familiar afirma que houve falha não apenas na conduta médica, mas também na atuação da equipe presente, incluindo a ausência de questionamentos ou reavaliações sobre o procedimento adotado. Também foi relatado que houve impedimento da presença de familiares durante o atendimento, sob justificativa de norma estabelecida pelo médico responsável.
A pessoa que fez a denúncia afirma possuir formação como técnica de enfermagem, e acredita que poderia ter contribuído com questionamentos durante o atendimento, caso tivesse sido autorizada a acompanhar o procedimento.
O relato também menciona experiências anteriores de insatisfação com atendimentos na unidade hospitalar de Monsenhor Tabosa, incluindo situações de conflito e alegações de negligência em outros casos. Há ainda referências a episódios envolvendo perdas de pacientes e falhas em atendimentos obstétricos, segundo a percepção da família.
De acordo com o denunciante, o objetivo da exposição do caso não é direcionado a questões políticas ou administrativas, mas à busca por melhorias no atendimento, maior responsabilidade profissional e garantia de assistência adequada aos pacientes.
A família informou que pretende adotar medidas legais em relação ao ocorrido e já iniciou contato com um advogado para avaliar as providências cabíveis.
👨🏽💻 Redação
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