Menina de 11 anos com paralisia cerebral precisa arrecadar mais de R$ 56 mil após cirurgia ortopédica ser cancelada na véspera em Fortaleza.
Uma campanha solidária iniciada por uma família do interior do Ceará ganhou destaque estadual após o jornal O Povo publicar matéria sobre o caso de Eloá Souza Paiva, menina de 11 anos natural de Tamboril, município localizado a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, que teve sua cirurgia ortopédica cancelada na véspera da data marcada.
A história de Eloá
Diagnosticada com paralisia cerebral desde os primeiros meses de vida, Eloá enfrenta limitações motoras decorrentes da condição e necessita de procedimentos cirúrgicos para evitar o agravamento do quadro clínico e melhorar sua qualidade de vida.
Segundo sua mãe, Marya Santos (também referida como Mayra Santos), de 30 anos, Eloá apresenta luxação no quadril, além de deformidades nos pés e joelhos. A cirurgia é considerada essencial para reduzir dores, preservar funções motoras e impedir a progressão das limitações físicas
“Eloá veio andar de forma independente aos quatro anos, depois que a gente procurou tratamento pra ela em Fortaleza. Porque o que tem aqui no nosso município não atende as necessidades dela”, revela Marya Santos.
Cirurgia cancelada na última hora
A cirurgia ortopédica estava agendada para o dia 18 de abril de 2026, em Fortaleza, e seria custeada pela Prefeitura Municipal de Tamboril. A família já havia realizado todos os exames pré-operatórios e organizado a viagem para a capital cearense.
No entanto, na véspera do procedimento, a Secretaria de Saúde do município informou que não realizaria o pagamento, levando ao cancelamento da cirurgia.
“Por que eu teria uma ordem judicial para algo que foi acordado amigavelmente? A gente não fez campanha pra arrecadar o dinheiro desde o início porque nos foi dito que o município pagaria. No dia anterior à cirurgia, com a gente de malas prontas pra Fortaleza, a secretária de saúde me liga e diz que não vai dar certo”, desabafa Marya Santos.
Posição da Prefeitura de Tamboril
Em nota oficial, a Prefeitura de Tamboril informou que o caso segue os fluxos do Sistema Único de Saúde (SUS), no qual o município atua como porta de entrada, sendo a realização de cirurgias de responsabilidade da rede especializada.
Segundo a gestão municipal, a responsável pela paciente não concordou com a realização do procedimento pela assistência pública e teria optado por atendimento com médico da rede privada, além de já ter realizado o agendamento sem seguir os trâmites oficiais.
A Prefeitura afirmou ainda que o pagamento direto de procedimento particular sem processo administrativo ou decisão judicial é vedado pela Lei nº 14.133/2021.
Por que a família optou pelo atendimento particular?
De acordo com Marya Santos, a decisão de não realizar a cirurgia pela rede pública de saúde está relacionada à demora no atendimento e ao acompanhamento já feito por um especialista particular.
Eloá é acompanhada desde os dois anos de idade por um ortopedista de clínica privada, responsável pela indicação cirúrgica. No entanto, devido ao alto custo das consultas, a família afirma que já não consegue mais arcar com o atendimento particular recorrente.
Diante disso, a criança foi inserida, em 2024, na fila do SUS para consulta com ortopedista pediátrico. Ainda assim, de acordo com Marya, não há previsão para o atendimento.
“Mesmo para consulta, a espera já é longa. A Eloá não tem condição de aguardar esse tempo para a cirurgia”, disse a mãe.
Sete cirurgias são necessárias
Ao todo, Eloá precisa realizar sete procedimentos cirúrgicos para corrigir as deformidades e recuperar a capacidade de andar corretamente.
“A situação só não está pior porque a gente vem se esforçando. Mas eu vivo de BPC e não tenho como pagar fisioterapia nem a cirurgia sozinha”, revela Marya Santos.
Desde 2023, Eloá não faz mais acompanhamento fisioterapêutico regular e hoje já apresenta dificuldade para caminhar, com o quadril inchado e deformidade no pé.
Campanha “Ajude a Eloá a caminhar sem dor!”
Diante da falta de previsão para conseguir uma decisão judicial favorável, a família decidiu tornar público o pedido de ajuda através das redes sociais. A campanha “Ajude a Eloá a caminhar sem dor!” busca arrecadar R$ 56.373,00 para custear todos os procedimentos necessários.
A mobilização nas redes sociais tem comovido moradores de Tamboril e de outras regiões do Ceará. Diversos influenciadores digitais e veículos de comunicação locais, como o Portal Sertões e o Ceará Criolo, também divulgaram a causa.
Como ajudar
As doações podem ser feitas de duas formas, ambas em nome de Eloá Santos:
VIA PIX:
- Chave: 08462766311
VIA DEPÓSITO OU TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA:
- Banco: Caixa Econômica Federal
- Agência: 4372
- Conta: 70.9435322-8
A campanha está sendo divulgada principalmente pelo perfil da mãe no Instagram (@marya_santos1995)
Contato: (88) 99211-9395 (Maria, mãe de Eloá).
Repercussão
A história de Eloá ganhou grande repercussão após a publicação da matéria no O Povo, um dos principais jornais do Ceará, que levou o caso a milhares de leitores em todo o estado.
A cobertura jornalística ampliou o alcance da campanha, aumentando as chances de arrecadação do valor necessário para que Eloá possa finalmente realizar as cirurgias e ter uma vida com menos dores e mais mobilidade.
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Fonte: O POVO | Ceará Criolo | Portal Sertões | Instagram da família (@marya_santos1995) | Prefeitura Municipal de Tamboril
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